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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Carta para tua paixão


Com lágrimas nos olhos eu te escrevo, escrever é tão poético e sorrio ao pensar nisso. Escrevo com uma ansiedade desmedida, os olhos transbordando, uma angústia inquietante. Tudo isso porque eu descobri que por mais que eu goste de você, que eu goste da vida com você, eu fico pensando que quero mais. E dói descobrir a minha verdade através de você, dói e dá um medo, um puta medo saber que posso estar errando ao terminar com você. Isso é insegurança, medo do desconhecido, medo de ser esquecida e medo de ficar só quando as coisas darem errado. 

Vou me esconder na minha neblina, vou olhar tudo de cima pra entender o motivo de que mesmo você sendo minha paixão, eu não estou satisfeita, eu  preciso de "mais", mas eu não sei o que é esse "mais". E isso me inquieta, esse sentimento me abraça e dorme comigo todas as noites. 

Será que é amor unilateral da sua parte e eu não percebi? Será que estou apenas confusa, porque estou insatisfeita com a minha vida e isso se reflete na nossa relação? Eu não sei a resposta, dói pensar que isso pode ser um erro, mas dói ainda mais não procurar respostas. 

Até agora estou escrevendo a respeito apenas de como me sinto, não sobra espaço pra pensar no que você sente sobre tudo isso. Mas eu estou transbordando de coisas que não entendo, se eu mal consigo lidar com isso, não consigo lidar com você, não consigo lidar com nada. Você é minha paixão, mas mesmo assim eu preciso partir. Desculpe, se eu voltar arrependida. 

{Texto escrito após um final de semana de Shoujo}

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Amor


-E onde você guardou todo o amor que eu te dei?
 -Num copo com álcool.
-E tem certeza que lá foi o lugar certo? (Disse com a garganta queimando, os olhos ardendo, as mãos tremendo)
-Foi o melhor lugar que encontrei naquele momento. 
-Tem certeza?
-Não era o seu amor que eu ânsiava.
Com os olhos ardendo em lágrimas apontou a arma. Ele apenas assentiu com a cabeça. Um tiro ecoou. Dois tiros ecoaram.

{Texto escrito após ouvir "De janeiro a Janeiro" do Nando Reis}

domingo, 10 de novembro de 2013

A verdade dolorosa


Billy era um garoto estrangeiro de 17 anos que estudava na mesma escola que ela, eles namoravam há alguns meses. Estavam muito empolgados pelo último ano escolar, planejavam muitas coisas, entre elas ,viajar. Certo dia enquanto voltavam de um passeio escolar que Aline não consegui se lembrar qual, ela é Billy foram atravessar a rua enquanto riam e conversavam. De repente, Aline estava no chão sentindo muita dor, via apenas vultos e uma voz que ficou ecoando em sua cabeça antes de fechar os olhos: “O garoto está morto”.

Aline foi para o hospital com algumas fraturas. Ela também teve a clavícula fraturada e sentia muita dor, passou os primeiros dias no hospital dormindo muito devido a medicação. Depois que acordou conversava com todos, ninguém falava sobre Billy, ela também não perguntava. Ela pensava que ninguém queria falar sobre o estado alarmante que o garoto se encontrava ou que talvez alguém já tivesse dito a noticia e para não preocupá-la com a história não falavam nada a respeito. Ás vezes sentava na porta do corredor do hospital e sempre que via alguém loiro (o que era raro) deitado numa maca  ou andando por lá achava que era Billy. Outra vez, não sabia se tinha sido sonho ou realidade, mas viu Billy numa maca sempre transferido para outro hospital. 

 Aline saiu do hospital e foi para casa terminar a recuperação, voltou a sair com amigos, mas ninguém falava sobre Billy. Uma noite enquanto conversava com os amigos, havia dois garotos novos, um sentou-se ao seu lado e conversaram por muito tempo. O garoto tentou encostar a cabeça em seu ombro e ela disse “Ai”. Assustando o menino que se afastou rapidamente. 

 Uma amiga de Aline que observava tudo de longe gritou para o garoto sorrindo “Hey! O acidente!” o garoto sorriu de volta e puxou levemente a cabeça de Aline para seu ombro. O garoto era moreno e não loiro como Billy, não cheirava como Billy, não tinha os olhos claros de Billy, a voz não era de Billy, nada ali era parecido com Billy. Uma sensação dolorosa foi tomando conta do seu peito, uma falta de ar e ela começou a soluçar. 
 -Ele morreu né?- Aline perguntou, enfrentando pela primeira vez a verdade dolorosa.
O garoto ficou por alguns minutos em silêncio enquanto Aline soluçava como uma criança pequena, a primeira vez que ela chorava depois do acidente. O garoto respondeu: 
 -Deve ser muito doloroso.
 -No fundo eu sempre soube, mas eu sonhava com ele...Acho que confundi os sonhos com a realidade...
 -E quem não faz isso? Disse o garoto sorrindo 
 Aline continuou chorando, amargando aquele sentimento, doía muito e a sensação de vazio e desconforto era a maior que ela já sentirá na vida. Mas tem coisas na vida que são assim, pensou Aline, se a gente não enfrenta ela vem nos enfrentar.
E continuou chorando...
{Texto escrito após um sonho. Eu sonhei exatamente essa história, os personagens, os nomes, o enredo...Tudo}

domingo, 7 de julho de 2013

Ele e ela


Ela estava na sua pequena bolha. Ele na sua vida pacata. Um dia se encontraram. Conversaram. Ela o achou divertido. Ele a achou bonita e inteligente. Ele acreditava no amor. Ela não. Ele gostava de exatas. Ela de humanas. Ele não tinha medo de se arriscar. Ela tinha medo de arriscar, apenas, seus sentimentos. Toda vez que ela tinha um drama pra contar, ele fazia graça. Ela sorria e percebia que seu drama era bobagem.

 O tempo passou. Segundo ela, tinham um relacionamento aberto. Segundo ele, era um namoro disfarçado de amizade. Ela não queria nada que envolvesse apego. Ele queria tudo que envolvesse estabilidade. Eles tiveram muitas brigas. Ele percebeu que era importante pra ela ter um tempo (que podia ser dias) pra ficar sozinha. Ela aprendeu que nem tudo tinha quer do seu jeito. Eles foram aprendendo muitas coisas um com outro. 

 Ela passou a sentir muita saudade dele e ficou apavorada. Ele sabia que a saudade era amor. Ela não gostava de planejar por que tinha medo que as coisas poderiam não dá certo. Ele tinha paciência e não tinha medo de planejar. 

 Um dia eles saíram pra fazer um passeio de balão. Ela o pediu em casamento. Ele aceitou, para provar que era amor. Um amor maior que eles. 

  {Texto escrito no domingo ouvindo músicas do Coldplay}

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O tropeço



Hei! Seu idiota! Abraça-me e me faça dormir. Sim, não é um pedido, é uma ordem! Só estou cansada de implorar as coisas, cansada de me arrastar, cansada de esperar, cansada do jeito que eu levo a vida. Eu já fiz mil tentativas para que as coisas dessem certo. Sempre estou ali insistindo, mas cansei sabe? Acho que você esta precisando tomar um pouquinho do seu próprio remédio. Foda-se você, caso ache tudo isso ruim!
Querido, o problema foi que você tropeçou em mim. E não soube aproveitar a oportunidade,   a sorte que você teve. Agora meu bem as coisas serão do meu jeito e se não for assim não será de jeito nenhum. Eu exijo exigir mais para mim, por que eu tenho direito, por que eu preciso, por que eu necessito ter um pouquinho de felicidade. Querido, você tropeçou feio em mim, agora é a minha vez de tropeçar em você.

{Texto escrito numa quarta-feira a noite, após ter feito uma refeição ouvindo a revolta de alguém quanto a não suportar o jeito que as coisas são no seu relacionamento}

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Relato de abstinência

E mais um dia se passou. A senhora Noite, desocupada, vem me encontrar e jogar na minha cara a falta que você me faz. E ela não está errada, parece que quando você vai contra algo, tudo relacionado ao que você evita, te persegue. Sim, estou fumando e bebendo vodka para dormir melhor, combinando perfeitamente com a música “Eu que não amo você” do Engenheiros. Podia estar afundada numa panela de brigadeiro ou me divertindo em algum outro lugar. Mas não se pode sair todas as noites, não aguento isso,   não tenho mais “ saco” e idade pra isso. 
Estou vestida naquela sua camisa velha, que eu roubei de você. Você dizia que era verde e eu insistia e até hoje insisto em dizer que é azul. Então, estou usando a camisa combinando com aquele short rosa que você gostava. Sadomasoquismo? Você se pergunta. Não, é só a maneira mais segura de entrar em contato com você, sem precisar entrar contato com você de verdade. Em vez de te ligar, te ver ou mandar uma mensagem dizendo apenas um "Oi" super bobo. 
Coisas que você gostava me lembram você, então, olhar no espelho me faz lembrar você, pois você gostava de mim. As pessoas podem me achar boba por me apegar as pequenas lembranças que envolvem você. Mas é um processo de luto, no começo é difícil, mas chega um momento que você desapega e enquanto isso não acontece vou me ocupando com outras coisas. Eu acredito que um dia eu vou acordar e tentar lembrar da cor dos seus olhos e eu não vou conseguir, vou me esforçar para lembrar e ainda assim não vou conseguir. Neste dia eu saberei que estou te esquecendo.
 Afinal, eu ainda gosto de você. Mas eu não gosto de sofrer, por isso, eu disse adeus.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Hoje


Hoje eu escolhi vencer, vencer no sentido de não deixar meus sentimentos me dominarem e passar o comando para as ações que querem distancia de você. Hoje eu escolhi esquecer, esquecer o que aconteceu entre a gente e o tanto que você me fez sofrer. Hoje eu escolhi recomeçar, apenas pra te contrariar, pois eu sei que você espera que eu calce pantufas e fique o dia todo deitada assistindo televisão ou olhando suas fotos e o que você posta na internet ou ficar relendo suas mensagens. Mas hoje não.
 Hoje eu escolhi me distrair, porém, saindo de casa, deixando o sol lisonjeado com a minha presença, os ventos encantados por terem a oportunidade de brincarem com os meus cabelos e por quê não fazer a alegria dos pedreiros (e a minha) passando em frente a uma construção? 
 Hoje eu resolvi me surpreender e por um momento te esquecer, pois meu bem eu sei o que sinto por você e sei que não vai passar do dia para noite, mas chega uma hora que a gente cansa e aprende que amar não é se sujeitar a todas as vontades do outro, amar é somar. Não pense que vou dizer com um ar de superioridade que a fila andou, a fila não andou, uma coisa muito melhor aconteceu: Eu andei.

sábado, 27 de abril de 2013

Meus defeitos

Eu te avisei como eu era, te alertei sobre os meus defeitos. E eu pensei que  te avisando das minhas manias, dos meus gostos, dos meus surtos de ficar sozinha, você simplesmente compreenderia quando isso ocorresse.  Na teoria foi fácil pra você aceitar, mas quando se tornou realidade você se incomodou, e ai eu me pergunto: Será que isso vai dar certo?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Não teve...

Não teve briga, não teve indiretas irônicas, não teve traições, não teve choro. Havia apenas uma inquietude no olhar de ambos, um misto de inutilidade, desamparo, cansaço e uma tristeza doída. Não sabiam se deviam continuar a lutar, não sabiam se valeria apena lutar. Respiraram fundo e de comum acordo decidiram se separar. Ele sentiu como se parte dele estivesse sendo arrancada. Ela não sabia o que sentir.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sabe o que tem lá fora? Dor.

Ela acorda cedo, toma um banho, escova os dentes, come uma fatia de pão e vai trabalhar. Ela almoça na sua sala do escritório, volta a trabalhar, pois tem que se manter ocupada pra sensação de vazio e carência   não a possuírem. Termina o trabalho por volta das 17 horas e pensa que uma hora extra não lhe fará mal, afinal adora trabalhar e um pensamento lhe vem "Será mesmo?". Ela ignora o pensamento e continua a executar suas tarefas e liga pra entregarem uma pizza. A pizza chega, ela come e sente muito prazer em comer aquela pizza, afinal ela se priva de comida o máximo de tempo possível, para que na hora que chegue sua próxima refeição, ela realmente sinta-se faminta e a refeição seja prazerosa e com essa necessidade fisiológica satisfeita ela sente-se melhor.
Chega em casa por volta das 20 horas da noite, toma um banho e vai ler um livro  de terror ou alguma coisa com algum detive, odeia história românticas ou fantásticas que ficam dizendo bobagens como aquelas de se aventurar ou de como as relações com as pessoas são importantes, aliás ela acha as relações com as pessoas um saco! Ela resolve deixar o livro de lado, não consegue se concentrar, olha pela janela e vê um grupo de amigos conversando animadamente e arrumados, ela olha com desprezo ou seria com inveja? Ela não sabe, sempre ignora seus sentimentos. Tenta assistir um filme, porém não consegue se concentrar, a sensação de que falta alguma coisa começa a se instalar, ela já sabe o que fazer. Assim, caminha até o banheiro com um copo com água e abre uma gaveta, pega um potinho e o abre, pega um comprimido e o ingere.
Lava o rosto e se depara com o seu reflexo no espelho, acha que está abatida, resolve ignorar. Começa a se sentir mole, fica feliz, o remédio está fazendo efeito. Deita em sua cama, fecha os olhos e dorme. Depois começa a sonhar, no sonho ela é uma cozinheira famosa, recebe muitas pessoas pra provarem sua comida e tem um lindo marido do lado e este sussurra em seu ouvido "Sabe o que tem lá fora? Dor" ela fica assustada, mas feliz por estar protegida.

sábado, 6 de outubro de 2012

Eu e minha procrastinação

Ultimamente temos discutido muito, tudo por coisa supérflua, coisa à toa. Na última vez que discutimos você me falou que uma vez eu tinha te perguntado “Como alguém poderia terminar com você?” e que nessa época tudo era perfeito, gostaria de ter respondido, “Talvez a garota errada termine com você”, mas guardei esse pensamento comigo, quando alguém se expõem dessa maneira, tão sincera , não é certo magoar ainda mais. Porém, fiquei remoendo lembranças e não consegui lembrar-me disso, e no final das contas, acho que disse isso mesmo. Ás vezes, dependendo do meu humor, posso ser muito doce. 
 Chegamos naquele impasse que todo casal, ao menos alguma vez na vida, chega. Naquele impasse em que queremos continuar, mas não suportamos estar ao lado do outro, no qual queremos um tempo, mas queremos a pessoa ali do lado para quando precisarmos. Eu sabia o que poderia acontecer caso eu resolvesse terminar, nos primeiros dias me sentiria livre, leve e solta. Depois a solidão me agarraria, penetrando suas unhas na minha carne, machucando. Talvez eu ficasse melancólica olhando pro teto no escuro, talvez eu fosse a biblioteca ou ao cinema, talvez eu me entupisse de chocolate, talvez eu ligasse pra você... Quantas teorias sobre um término e é tão fácil divagar sobre isso que nos poupa de ter que tomar uma decisão. 
 Percebi que eu estava adiando há tempos essa tarefa de falar sobre nós, olhei meus dedos sujos de tinta, parei de escrever, percebi que eu estava te ignorando há tempos e que apesar de tudo você continuava importante demais pra eu continuar te evitando, não importando qual o rumo que nossa história podia tomar, levantei-me da cadeira vagarosamente, decidida a dar um fim no que estava acontecendo com a gente.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Culpe-me



  Condene-me, censure-me, desaprove-me, critique-me, ou seja, culpe-me. Quero que você olhe dentro dos meus olhos e destile todo o seu ódio, quero que você diga a todas como eu sou cruel, ruim, mesquinha e egoísta pelo simples fato de dizer a verdade.
   Com toda sinceridade você poderia me culpar antigamente, quando eu andava nas pontas dos pés com medo pisar em cacos de vidro e preferia me omitir para não magoar, mas do que adiantou? Lá na frente eu levava uma rasteira, me arranhava nos cacos de vidro e magoava ainda mais e me magoava também, doía tanto que era como se eu tivesse morrido só que esquecia-me de parar de respirar.
  Culpe-me por não ter dito o quanto eu te amo, mesmo sendo mentira, culpe-me por não ter dito a todos que você era meu sonho sendo realizado,  culpe-me por  não ter feito promessas que lá no fundo você sabia que eu não ia cumprir, culpe-me que após cada discussão eu não fui atrás de você, implorando pra você voltar.
   A vida pode se resumir a verdades e mentiras, eu escolhi dizer a verdade, mas algumas pessoas ainda preferem ouvir mentiras. Culpe-me pelo fato de ter dito a verdade desde o inicio, detalhando minuciosamente como tudo seria e você ainda quis está aqui do meu lado, para que? Aposto que você tinha ilusão de poder mudar-me,  culpe-me por não ter mudado também, mas saiba, nunca entre num relacionamento querendo mudar o outro.  No final, você tem dois caminhos á seguir: Você aceita a pessoa  e tenta fazer dá certo ou você não aceita e cai fora. E convenhamos não vá solicitar sinceridade se você não está pronto para ouvir, se você me pedisse talvez eu tivesse mentido. Você seria mais feliz?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sobre padrões de beleza e criticas...

Duda sempre foi uma criança magrinha até os 12 anos, perto do seu aniversário dos 13 anos, devido as mudanças hormonais Duda começou a ganhar peso. Um dia triste foi quando a professora de Ed. Fisica foi medir e pesar todos os alunos da classe, enquanto suas amigas pesavam por volta de 43 a 45 kg, ela pesava 52 kg. Com o tempo ela foi crescendo e o peso aumentando. Havia uma amiga de Duda que sempre chamava ela de gorda e dizia que era apelido carinhoso, Duda fingia não ligar, mas aquilo a magoava tanto e o que ela fazia quando ficava triste? Comia feito uma condenada.
Duda queria emagrecer para comemorar seu aniversário de 15 anos, mas secretamente, não queria mostrar aos outros que era infeliz com o seu corpo, tentou algumas dietas mirabolantes, ficou até um dia sem comer e quase desmaiou! Resultado voltou a comer de novo e la nas fotos do aniversários de 15 anos estava “Duda a gorda“ e não “Duda a magrinha”, ela tinha tanta vergonha dessas fotos que resolveu esconder todas, como se os 15 anos nunca tivessem acontecido.
Um dia Duda desistiu das dietas, desistiu do corpo perfeito que a sociedade queria e resolveu comer o que queria e sem culpas, mas ai com o passar do tempo Duda viu que isso também era errado e ela concluiu que:
“Não há problema nenhum em querer emagrecer desde que isso seja feito de forma saudável, não há problema em comer de tudo, porém tem que ser com moderação, tanto o que é de menos como o que é de mais acabam destruindo o corpo, tem que ser na medida. Viver perto de pessoas que só apontam seus defeitos e não te ajudam a melhorar é um problema, em vez de criticarem seu peso, apontarem sua condição fisica, que eu já sabia que tinha pois tenho espelho em casa, os amigos poderiam, ás vezes, só ás vezes  me arrastar para praticar uma atividade fisica e pedir alimentos mais leves e saudáveis quando saíssemos. Quando palavras não fazem efeitos temos que recorrer as ações.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Eu te odeio

Eu te odeio, do fundo da minha alma eu te odeio. Você apareceu de repente e sem que eu percebesse. De um forma tão suave quanto o deslizar de uma serpente pronta para ao ataque. Aos poucos foi tomando conta da minha rotina, tomando forma na minha mente. E a minha única defesa era implicar com você, reprimir suas aproximações. Tudo em vão! 
 Assim foi desestabilizando minha rotina que demorei anos para conquistá-la, pois antes de você essa rotina era adoravelmente confortante, com os horários prontos e sem surpresas. Dizem que os que se apegam desesperadoramente a rotina sofrem de amargura e que a única coisa que podem fazer é ocupar o tempo. A vida passa a ser como uma tarde de domingo entediante e a rotina é a única salvação. Rotina não é um lugar para surpresas e você no entanto apareceu sem avisar e ocupou as tardes entediantes de domingo.
 Quando a brisa tocava suavemente seus cabelos e trazia seu cheiro para mim, foi uma sensação nova, foi como se eu tivesse acabado de acordar e ao abrir os olhos eu encontrava seu sorriso pateta. Você se tornou um transtorno na minha vida, você virou os motivos da minha insônia e dos meu sorrisos bobos, da minha alegria sem motivo (ok o motivo é você), dos meus olhos perdidos no tempo, dos meus sonhos e pior ainda, tomou conta dos meus devaneios, antes tão particulares.
 Eu não estou acostumada a cuidar e muito menos ser cuidada e protegida, cada gentileza sua me causava estranhamento e até encarava como ofensa, como se você pensasse que eu fosse inútil. Porém, você desestabilizou tudo e eu te odeio pelo simples fato de me fazer ver que eu preciso de alguém para ser feliz, ou seja, que eu preciso de você, pelo menos neste momento para acalmar meu peito em fogo. 
 Até que eu saiba o que eu sinto por você vou classificar esse sentimento como ódio, porque te odeio por me fazer gostar tanto assim de você e não saber lidar com estes acontecimentos desconhecidos e desesperadores.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Felicidade...


Ela estava extremamente feliz, acabara de ver num site que fora aprovada na universidade que tanto desejava para cursar Filosofia. Muitos achavam que Filosofia era perda de tempo, uma fnção inútil no mundo, mas todos se esqueciam que a democracia, ou seja, as regras e normas que possuiam hoje, em sua maioria, se derivava dela.
                Mas o fato de estar feliz era intrigante para ela, “a felicidade é uma coisa engraçada”, pensou a jovem,  a felicidade nos cega, desde que estejamos felizes que se dane o mundo. Dizem que pessoas felizes são mais abertas a ajudar os outros, mas será que é realmente isso que acontece? Não seriam os infelizes, que nas suas vidas amargas se importam com a vida dos outros? Cansados de verem os semelhantes a beira de um abismo, não desejão que o próximo caiam na mesma vida que eles, afinal, só quem é capaz de entender o sofrimento do outro é quem realmente conhece a dor. Vidas perfeitas causa invejam e insaisfação, talvez os infelizes possam se ajudar a se tornarem felizes.
                Encantada com o pensamento que acabara de ter, saiu muito alegre, como uma criança de 06 anos e foi até a sorveteria comprar um sorvete de limão.  Talvez estivesse com um pensamento errôneo, mas e daí? Estava muito feliz...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu queria...

Sinceramente eu queria te manter em segredo, guardado, que ninguém soubesse da sua existência e do seu real valor para mim. Mas eu saio espalhando aos quatro ventos sobre você. Que simplesmente estamos juntos e nada mais, sabe por quê? Porque eu simplesmente queria acreditar  em tudo . Pode até ser que você seja sincero, mas me desculpe eu não consigo confiar  no que  você me diz. Eu queria ter tido várias desilusões amorosas para poder usar isso como desculpas das minhas desconfianças, mas acho que já nasci desconfiada e isso ruiria todas os nossos possíveis alicerces.
 Eu  não queria ser como aquelas mulheres que perseguem o cara achando que sempre está sendo traída. Porém eu seria destas e o meu modo seria mais silencioso a cada vez que você não ligasse ou  não mandasse uma mensagem que prometerá , a cada compromisso quebrado, meu coração acreditaria  que você estaria com outra. Com o tempo eu ira me distanciando e minhas desconfianças aumentando.
 Apesar de tudo isso, eu queria que você percebesse que eu ainda estaria lá para você, mas você não perceberia, poderia até tentar me resgatar por diversos motivos e não conseguiria, pois eu não permitiria.  Por fim, você acharia que eu tinha outro, eu seria a garota má da história e você o garoto apunhalado.
 Desta forma,  você pensaria que foi melhor assim porque eu nunca expressava o que sentia e eu ficaria magoada, pois você nunca tentou me compreender de verdade.
Eu queria ser enganada e ter um devaneio de uma relação perfeita, mas simplesmente não dá, mesmo que a cada batida do meu coração eu sentisse a sua falta...

sábado, 2 de julho de 2011

O Guerreiro


O guerreiro olha para todos os lados e se sente enclausurado, sentindo até uma sensação claustrofobica, é, o seu tempo acabou, mais cedo ou mais tarde a hibernação iria terminar. Tudo começou quando ele cometeu alguns (ou muitos) erros , machucou e machucou-se, olhando todo o caos a sua volta, recolheu sua espada e mais machucado por ter ferido do que por ter sido ferido, resolveu se isolar para se curar e assim aposenta sua arma: A espada.
No começo o isolamento foi necessário, foi um momento de reflexão, mas depois este isolamento foi se tornando confortável, confortável demais e ele optou por hibernar sem limite de tempo, a rotina foi tomando conta, a espada foi enferrujando-se, a coragem deu adeus. Depois de um longo período de hibernação, seu coração volta a bater rápido e o medo usa da violência para fazê-lo parar, mas ele sabe que não pode ficar mais naquela situação, não importa o que aconteceu no passado, ele é quem ele escolhe ser e quer voltar a lutar pelas coisas que ama. Afinal, coragem não é a ausência do medo, mas mesmo assim não é tão fácil como parece sair de um lugar seguro, ele se sente como se fosse cair num abismo escuro, porém  veste a armadura, busca a espada, sai da caverna e se depara com o nascer do sol e o guerreiro renasce  nesse momento e chora, não chora por ter perdido vários  amanhecer, chora porque ainda tem a oportunidade de vê-los.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sonho...

Ela acordou inquieta, estava perturbada pelo sonho que tivera. No sonho havia um livro, dentro deste livro, um marcador de página em forma de coração, ela abria o coração e estava sua foto da carteirinha da biblioteca, que ela estranhou muito, pois não sabia como ela fora para lá. Depois ela foi transportada para um lugar cheio de árvores, estava escurecendo, ela não sentiu medo, um cara apareceu do nada e  a abraçou, ela não se assustou, pelo contrário, gostou do abraço e inalou o cheiro dele, tudo nele era aconchegante, ela conhecia aquele rosto, só não sabia o seu nome. Ele  quebrou o silêncio, disse que gostava dela, que sempre estivera observando-a, ela quis falar, mas ele tapou sua boca com uma das mãos dele, ela não se assustou, ela só queria dizer que ele não podia gostar dela, ou que ele teria confundido ela com alguém, apenas alguma coisa que explicasse aquela declaração irreal. Ele continuou falando, e por final perguntou se poderia vê-la mais tarde, ela fez que sim com a cabeça, ele tirou a mão dos seus lábios e derrepente ele a beijou, um beijo suave que fez seu coração bater muito rápido, que fez ele doer com os excessos de batimentos...Ai ela acordou e ficou inquieta. Ela pensou no sonho e concluiu que seu amor pelos livros, a arte e outras coisas que não havia pessoas envolvidas estava ultrapassando os limites. E que o garoto do sonho, ela sabia quem era, porque era ela quem observava ele, o que ele dissera nos sonhos, eram as palavras que ela queria dizer de verdade pra ele, mas que nunca ia ter coragem. Ela foi até o banheiro, ligou o chuveiro, se sentou no chão, deixando-se molhar e chorou, chorou por que sentia um vazio inexplicável, chorou por não ter coragem...


sábado, 12 de março de 2011

Corações ao alto...


Ele olhou sem acreditar esfregou os olhos para ver se não era um sonho, estava num parque e havia um homem que aparentava ter 30 anos sentando na beira do  lago cantarolando  e dando comida aos patos, só que o que lhe intrigava  é que ele podia ver o coração do homem pulsando e o mais incrível é que ele tinha três longas cicatrizes, ele chegou mais perto porque queria ver melhor, o homem olhou para ele desconfiado e tratou logo de se afastar.
 Havia poucas pessoas no parque, ele enxergou uma mulher que aparentava ter 40 anos, tinha o rosto fechado e resmungava baixinho, ele olhou para o seu peito de imediato e lá estava o coração exposto só que ao contrário do outro não tinha uma marca sequer, era lindo, mas parecia que tinha batidas mais lentas que o anterior, a mulher lhe lançou um olhar frio e ele logo tratou de sair dali, enquanto caminhava cabisbaixo tropeçou num homem , a primeira coisa que seu olhar pousou foi no coração dele e ficou horrorizado, pois o coração dele parecia que tinha se partido em mil pedacinhos e sido colado dezenas de vezes. 
O homem que parecia ter a mesma idade da mulher que virá há pouco tempo sorriu, pegou no seu braço e o acompanhou até o lago, o rapaz espantou-se ao ver seu próprio coração refletido no lago, olhando mais atentamente percebeu que havia uma marca bem pequena no lado direito do coração, mas parecia que estava desaparecendo, o homem que estava ao seu lado disse:"Não foi um dano causado por outra pessoa, foi um dano causado ao seu ego e como não é um ferimento de amor não merece ter uma  cicatriz". O rapaz olhou novamente para o coração dele e percebeu que ele sorria  e ele continuou : " Amar traz sofrimentos, mas também traz muitas recompensas, força é uma delas, não se desespere , se você realmente merecer ser feliz o seu coração terá que ser restaurado muitas vezes..."
O rapaz abriu os olhos, estava no seu quarto  e percebeu que estivera sonhando, levantou-se rapidamente com o pensamento de que não ia se preocupar com as feridas e sim com sua felicidade e que fosse eterno enquanto durasse...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Decisão

Ela tragou o cigarro e bebeu do copo com vodka, olhou atentamente para as paredes brancas do seu apartamento e ali decidiu que não queria mais nada e o" mais nada" significava que não queria mais viver. Tinha 23 anos, cursava o último ano da faculdade, tinha um carro, um apartamento, homens aos seus pés, beleza, mas na verdade sempre se sentia vazia, nunca se apaixonara, nunca teve um sonho de verdade, suas loucuras eram supérfluas poucas coisas eram gratificantes na sua vida...
Foi até a cozinha cambaleando, abriu o armário e tirou o veneno para ratos, apesar de nunca ter visto um rato em casa, a empregada insistira, ela cederá. Mas acreditava que mesmo se encontrasse um rato não deixaria ela usar o veneno "nessas pragas domésticas" que a empregada fazia questão de chamar, teria dó da criatura, talvez tivesse compaixão no final...
Era domingo, olhou pela janela e viu os raios do pôr de sol, respirou profundamente o cheiro do cigarro e ouviu o barulho do trânsito.Olhou o veneno na sua mão, talvez ela fosse a praga no mundo. Seus pais sempre lhe davam atenção, mas nunca conseguiram enxergar o que ela realmente era e não os culpava por isso, porque eles fizeram tudo que estava ao seu alcance.
 Nunca tivera muitos amigos, nunca tivera alguém que pegasse na sua mão e lhe mostrasse motivos para chorar, rir ou simplesmente agradecer o que ela tinha. Mas o que ela estava fazendo? Não podia culpar um desconhecido que nunca apareceu, simplesmente por ela não saber viver, então percebeu que a vida era dela e percebeu também que era uma covarde e valia menos que um rato que mesmo no esgoto lutava para sobreviver e teve certeza de que o veneno era para ela.
Colocou para tocar sua música preferida e enquanto cantarolava escreveu : "A vida é minha, sou eu que tomo minhas decisões." Então tudo foi ficando escuro...